Goleada do Brasil contra o ar

Seleção Brasileira goleou a Bolívia em La Paz (Foto: Divulgação/Lucas Figueiredo)

O Brasil subiu o morro, bem alto, pertinho do céu, como reza o velho samba, calçou as chuteiras e enfrentou… o ar rarefeito, tão rarefeito quanto o talento desse time da Bolívia.

Sim, porque esse foi o estratagema adotado por Tite – economizar o fôlego a qualquer preço, mesmo porque, no vaivém da bola, os riscos seriam reduzidíssimos.

E foi o que se viu. Nossa Seleção preocupada basicamente em não se desgastar fazendo a bola rolar, atacando o adversário, enfim, essas coisas todas que compõem um verdadeiro jogo de futebol, sobretudo de Copa do Mundo.

Aliás, Tite já economizava antes mesmo de entrar em campo, quando armou seu time com vários jogadores que, em situação mais aguda, estariam no banco, como estiveram na partida com o Chile.

Assim, como a Bolívia não oferecia perigo algum, o Brasil foi acumulando a goleada, a partir dos 22 minutos, quando Bruno Guimarães arranca em direção à área adversária e toca pra Paquetá concluir. E, já no finzinho do primeiro tempo, Richarlison amplia o placar.

No segundo período, até que a Bolívia se arrisca um pouco mais, obrigando Alisson a praticar duas defesas em sequência, ao seu estilo.

Mas, aos 8 minutos, inverteram-se as posições e é Paquetá quem serve com estilo a Bruno que fulmina com categoria.

Bem, nessa etapa Tite faz várias alterações, dando espaço para jogadores que ainda não haviam atuado, como Rodrigo e Artur. Contudo, quem animou a festa foi Martinelli, que esteve a pique de marcar mais três gols óbvios, um deles merecedor de concorrer ao Prêmio Puskas, dado ao criativo improviso entre três marcadores, mais o goleiro; pena que a bola passasse raspando o poste.

Richarlison, porém, já nos descontos, não perdoou e plantou a goleada de 4 a 0 lá nas alturas, onde não deveria valer jogos desse porte contra a turma cá de baixo.

Aliás, não sou eu quem o diz. É a Organização Mundial da Saúde – a OMS – que recomendou isso anos atrás, atitude que a Fifa adotou em seguida, antes de recuar, depois da pressão de países como Bolívia, Peru etc.

 

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