
Foi, digamos assim, um treino altamente produtivo do Corinthians, com vistas ao Derby do meio de semana.
Diante de uma Ponte renhida mas fadada ao descenso no Paulistinha, o Timão deslizou em campo ao longo de todo o primeiro tempo, quando definiu a vitória, marcando 3 a 0, com Renato Augusto, em mais um disparo certeiro da entrada da área, Paulinho e Mosquito, que começou a partida deixando Giuliano no banco.
E, no segundo período, transformou essa vantagem em goleada, por 5 a 0, com gols de Adson e Mantuan, dois meninos que entraram nessa fase do jogo. E olhe que nessas alturas o Timão já não era mais o mesmo, preferindo deixar o tempo rolar em vez de seguir dominante e voraz.
Aliás, o que deu pra depreender das falas do português Vítor Pereira, sua tarefa é justamente injetar nesse Corinthians, de tão bons jogadores do meio de campo pra frente, a noção realmente moderna de atacar a bola sempre que a bichinha escapar de seu controle já lá na frente.
É o que fazem os grandes times do momento – City, Bayern, Liverpool e o Barça em reconstrução sob o comando de Xavi: pressionam sempre, o tempo todo, a bola, não os espaços ou os adversários.
Essa, aliás, foi a profunda mudança no futebol promovida pela inesquecível seleção holandesa, chamada de Carrossel ou de Futebol Total, na Copa de 74.
Quem lá esteve, como este velhote, admirou-se com aquela movimentação coletiva dos holandeses que se atiravam em massa sobre a bola, roubando-a e já partindo em direção à meta adversária.
Lembro de um papo com o saudoso Pedro Rocha, à época considerado um dos cinco maiores jogadores do mundo, em que o uruguaio confessava sua surpresa diante do ataque em massa:
-Mal recebia a bola no meio de campo e, quando levantava os olhos, estava sendo atacado por quatro, cinco holandeses. Uma loucura!
Aos poucos, essa concepção de jogo foi sendo implementada no resto da Europa, sobretudo no Barcelona, dirigido por Rinus Mitchels, o idealizador do Carrossel, passando por Cruyjff, Van Gaal, Reyjkaard, colhida e aprimorada por Guardiola, que a vem semeando na Alemanha e agora na Inglaterra.
Claro, não espero tanto do murruga de Itaquera. Mas, se conseguir dar um passo ao menos nessa direção terá prestado um enorme serviço ao futebol brasileiro, estagnado há tempos nesse pobre pragmatismo voltado exclusivamente ao resultado.
o cara sabe escalar e mexer e;le transmite energia vai dar certo
so precisa entender que precisa esquecer centravante fixo esse time ;e tipo carrocel